4 de novembro de 2012

Tapa-Me


You'Re My PlayGround Love

Yet my hands are shaking
I feel my body reeling
Time's no matter i'm on fire
On the playground love

Bocas OnLine

13 comentários:

Anónimo disse...

"quando de noite as minhas mãos são o teu unico vestido"

Seraphyta disse...

Anónimo,

Obrigada pelo comentário. ;)

Eros disse...

Que delícia!!
Até Air mencionas aqui... adoro esta forma eclética!

Beijos

Seraphyta disse...

Eros,

[sorrisos]...Gostei do comentário :)

Ah...e não posso esquecer-me do "eclética". Gostei ;)

Beijos

Anónimo disse...

"esperamos que se ilumine o lado certo da noite
é quando se esgotam as palavras e os silêncios
e a minha mão procura a tua que a recebe
e a noite se unifica e todos os rios secam
menos um por onde navegamos
para abolir a noite."

Seraphyta disse...

Anónimo,

"eu vi aproximares-te de mim arrastando uma longa cauda de
fogo frio
e as tuas mãos a trespassarem sem dor o meu corpo desabitado e
dócil
os meus pensamentos desenhados pela mão esquerda de uma
criança
a minha alma que teimosamente busca ainda na lama as pérolas puras"

Anónimo disse...

"No caminho dos meus olhares
Rastro do mar que me pranteia
Será que sabes que me afogo
Em águas de saudade?"

Seraphyta disse...

Anónimo,

"...Vem então buscar-me - eu já não tenho mais nenhum espelho contigo dentro e a saudade pôs o frio à minha porta.
Sem o teu corpo, de que me vale a roupa? Se já não podes escutar-me, de que me serve escrever? Pedi-te tanto que guardasses os meus versos do pó que o vento espalhasse pela casa quando eu partisse e que dissesses ao mundo inteiro que tudo o que escrevi foi, afinal, uma longa carta a pedir

que me amasses. Mas tu nunca me amaste e eu devia sabê-lo:
o coração que batia de noite desalmado nesse corpo-cansaço
embriagou-me sempre com os perfumes mais ocultos da terra.

Pudesse eu morrer hoje como tu me morreste nessa noite..."

Anónimo disse...

"Falei de ti com as palavras mais limpas

Viajei, sem que soubesses, no teu interior.
Fiz-me degrau para pisares, mesa para comeres,

tropeçavas em mim e eu era uma sombra
ali posta para não reparares em mim.


Andei pelas praças anunciando o teu nome,
chamei-te barco, flor, incêndio, madrugada.
Em tudo o mais usei da parcimónia
a que me forçava aquele ardor exclusivo.


Hoje os versos são para entenderes.
Reparto contigo um óleo inesgotável
que trouxe escondido aceso na minha lâmpada
brilhando, sem que soubesses, por tudo o que fazias."

Seraphyta disse...

Anónimo,

"...No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria..."

Anónimo disse...

"Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto é por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!"

Seraphyta disse...

Anónimo,


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram.

Seraphyta disse...

Anónimo,

Eu. Tu. Nós. Uma tarde. Uma Estação.
O meu coração de Papoila que explodia.
Um entardecer. Um céu com pinceladas de azul-indigo.
Palavras. Livros. Filmes. Espanto. Paixão. Dor. Lágrimas...Silêncio.

E, sim, sou uma Rapariga Errada. [Como aquela do livro do Paixão]