20 de agosto de 2012

E Não Sei Quase Mais Nada...

A minha maneira de amar-te é simples:
aperto-te a mim
como se tivesse um pouco de justiça no coração
e ta pudesse dar com o corpo

Quando te revolvo os cabelos
algo de lindo nasce das minhas mãos

E não sei quase mais nada. Aspiro apenas
a estar contigo em paz e a estar em paz
com um dever desconhecido
que às vezes me pesa também no coração

António Gamoneda


Bocas OnLine

4 comentários:

Eros disse...

Amo quando se aperta de tal forma a Amada, que deixamos de distinguir onde um começa e o outro acaba...

Seraphyta disse...

Obrigada Eros.

Gostei do comentário :))

Anónimo disse...

"começam por ti todos os versos...
... e um dia as aves voarão os céus até aos teus olhos."

Seraphyta disse...

Obrigada Anónimo ;)

O verso certo no momento exacto.

[Sempre misterioso]

Um beijo e bom domingo